Você já deve ter ouvido falar que o nosso satélite natural, a Lua, não possui luz própria – ela reflete a luz que o poderoso Sol emana para todo o universo. Duas vezes ao ano, a Terra se alinha entre o Sol e a Lua projetando uma sombra sobre ela, resultando no fenômeno que conhecemos como: eclipse lunar.
Mas você sabia que existem outros objetos astronômicos que podem ser nossos satélites naturais?
Chamados de Quase-luas esses asteroides ou pequenos corpos celestes e possuem órbitas heliocêntricas (em torno do Sol) e se mantêm em uma posição relativamente estável em relação ao planeta, como se estivessem “quase” orbitando-o.
Apesar de não ser visível a olho nu, a Terra possui uma segunda Lua. O asteroide 2023 FW13 foi observado pela primeira vez em março de 2023. A descoberta foi anunciada em 1º de abril, após mais análises do telescópio Canada France Hawaii, localizado no extinto vulcão havaiano Mauna Kea, e de observatórios em Kitt Peak e Mount Lemmon, ambos nos Estados Unidos.
Ele orbita o Sol de forma muito semelhante à Terra e, por isso, parece acompanhar nosso planeta por longos períodos – no caso desse asteroide, ele está “com” a Terra há cerca de 2.000 anos e continuará assim por mais alguns séculos!
No entanto, diferente da nossa Lua, que está presa à Terra pela gravidade, a “Quase-lua” está apenas em uma órbita sincronizada temporária.
Curiosidade
Já imaginou poder escolher o nome de um corpo celeste? A IAU (União Astronômica Internacional) – entidade responsável pela designação oficial de nomes para corpos celestes, incluindo asteroides – oferece aos observadores a oportunidade de nomear esses objetos.
Para iniciar o processo é necessário seguir algumas regras e etapas importantes – vejamos:
- Descoberta: antes de tudo, a quase-lua deve ser descoberta e suas características orbitais devem ser bem definidas. Isso geralmente é feito por astrônomos que monitoram o céu em busca de novos objetos, mas com conhecimento e equipamentos adequados você também pode observar o céu e achar um astro desconhecido.
- Identificação provisória: uma vez achada, ela recebe uma designação provisória baseada no ano do descobrimento e uma combinação alfanumérica que indica a sequência da descoberta naquele ano.
- Observação: o objeto deve ser observado e rastreado ao longo do tempo para confirmar sua órbita e características. Essa fase pode levar anos, pois é necessário assegurar que o objeto seja uma quase-lua e não outro tipo de corpo celeste.
- Confirmação: após a confirmação, os descobridores podem propor um nome para o objeto.
- Revisão: o nome é então submetido à IAU para análise das diretrizes, que incluem:
- Ser curto, preferencialmente uma palavra;
- Ser pronunciável em várias línguas;
- Não ser ofensivo;
- Não ser muito parecido com nomes de outros corpos celestes;
- Pode ser um nome de pessoa, mas geralmente deve ser alguém que tenha contribuído significativamente para a ciência, cultura ou história, e preferencialmente não deve ser o nome do descobridor (embora haja exceções).
- Aprovação: após a instituição confirmar que o nome segue suas diretrizes e não entra em conflito com outros nomes já existentes. Se aprovado, o nome se torna oficial.